sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Um olho na ‘Peixa’ e outro nos Gatos*

Por Muhammed Hochay

Texto enviado à equipe do Enfoque Político

É bem notório que a mídia deixou um pouco de lado o exercício de Dilma Roussef como presidenta, mas ainda sim, aqui ou acolá, vemos algumas notícias a respeito dessa mulher que pelo pouco tempo, já está deixando algumas pessoas de cabelo em pé.

Primeiro soubemos que a presidenta marca uma reunião em plena sexta-feira, dia este considerado por muitos um dia sem trabalho. Depois vemos a mulher exigindo caráter técnico daqueles que irão ocupar as diretorias de alguns setores, que poderíamos dizer, que serão prioridade. Tudo isto é surpreendente, mas o que me chama mais atenção são algumas ações que os “aliados” vêm tomando para simplesmente tentar compensar as perdas.

Quem aprontou dessa vez foi o Sen. José Sarney. Para não sair perdendo tanto, uma vez que um de seus afilhados foi exonerado do cargo de diretor da ELETROBRAS, Sarney firmou um acordo no qual ratifica a sua unilateralidade de candidatura para a eleição da Presidência do Senado Federal. Ele será presidente do senado até 2012 e para completar, quando ele sair, um outro afilhado assumirá novamente a presidência. Sim, estamos falando daquele que pagou pensão para uma filha que teve com Mônica Veloso. Não se lembram? Aquele que é acusado de ter se utilizado de seu cargo para fazer pressão e interceder pela Cervejaria Schincariol no INSS. Sim, caros amigos, falo de Renan Calheiros.

O próprio Renan é beneficiário do seu bondoso padrinho José Sarney. Caso precise se afastar por qualquer motivo que seja, Sarney logo é substituído por Renan.

Pois é, caros amigos, Dilma chega ao poder, tenta mudar, desvincular alguma pessoas de certos cargos, e acaba eternizando algumas pessoas em outros.

M. H.

*Título sugerido pela equipe do blog.



Tirem as crianças da sala

Por Lucas Almeida

Texto extraído do blog ninaoimporta.blogspot.com

Era uma vez, numa terra não tão distante daqui, com pessoas não tão diferentes das pessoas daqui, e problemas que eram os mesmos problemas daqui. Sim, eu estou falando de Órossom. Uma terra onde as leis a serem seguidas eram aquelas formuladas pelos mais fortes, os que tinham poder e mau caráter para isso, pois elas só serviam para benefício próprio. Mas, é claro, isso não acontecia abertamente, declaradamente aos olhos de todo o público. Naquele país, existia a arte de enganar o povo, de maquiar as coisas. De fingir que existo para te proteger, quando na verdade eu existo para proteger àqueles de quem eu deveria te proteger. Lá, as coisas funcionam assim: os patrões se sobrepõem arbitrariamente contra os trabalhadores assalariados, atrasando seus salários, não pagando vale-transporte, muito menos hora extra. Aí o trabalhador, recorrendo aos seus direitos junto ao patrão, é totalmente rechaçado. Quando não, despedido. E isso já no meio do mês sem o pagamento do salário efetuado. Então o trabalhador vai recorrer no Ministério do Trabalho. Chegando lá, ele é muito bem atendido, e sai com a esperança de que alguma providência será tomada. Grande é seu engano! O próprio Ministério denuncia ao patrão denunciado a visita de tal trabalhador, que é demitido sem o pagamento de seu salário e sem o fundo de garantia liberado. Está nas mãos da sorte, pobre coitado. Viram? Igualzinho a aqui.

L.A.

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